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Sétima Semana do Desafio: Primeiro Vivo, Depois Positivo

Chegamos à sétima semana do desafio dos 120 dias de trading e, mais uma vez, o mercado trouxe aprendizados que vão muito além do resultado financeiro.

Esta semana me mostrou que não preciso estar sempre buscando grandes movimentos.

Na verdade, quanto mais observo meu comportamento, mais percebo que os maiores problemas aparecem justamente quando começo a querer ganhar mais do que deveria.

Mais cautela nos dias de mercado confuso

Logo no início da semana, fundamentos e análise técnica estavam conflitantes. Meu viés ficou indefinido e, dessa vez, procurei ser muito mais cauteloso.

Consegui fechar o dia levemente positivo mesmo em um cenário de pouca volatilidade.

Isso foi importante porque percebi que, pela primeira vez, consegui terminar positivo em uma situação na qual normalmente tenho dificuldade.

Mas também surgiu uma nova preocupação: preciso estar preparado para quando esse mesmo cenário de conflito acontecer com uma volatilidade muito maior, porque é justamente aí que minha impulsividade costuma aparecer.

Foi pensando nisso que criei uma pequena placa para olhar todos os dias:

1º VIVO
2º POSITIVO

Antes de pensar em ganhar dinheiro, preciso pensar em continuar no jogo.



Quando o mercado muda, eu também preciso mudar

No dia seguinte, comecei com fundamentos e técnica alinhados. Porém, conforme comecei a operar, o cenário foi mudando.

Passei a abrir posições menores, fechar mais rapidamente e diminuir minhas entradas de continuação.

Quando o mercado mostrava força, eu deixava a operação andar. Quando essa força desaparecia, eu não insistia.

O resultado foi positivo.

Mais uma vez, percebi que não preciso prever cada movimento. Preciso estar preparado para reagir ao que o mercado está mostrando.

O dia que mais me ensinou

O dia 31 foi provavelmente o mais importante da semana.

Comecei positivo e, depois de atingir meus cinco ganhos, parei.

Porém, voltei a operar na abertura do mercado.

A volatilidade aumentou e comecei a segurar algumas operações pensando em ganhar mais.

Em determinado momento, estava bastante positivo, mas não realizei porque acreditava que o movimento continuaria.

O mercado voltou.

Fiquei no zero a zero.

Depois fiquei negativo.

Quando chegava próximo de recuperar, novamente pensava que o mercado iria continuar a meu favor. E o ciclo se repetiu.

Até que cheguei ao meu limite de US$ 50 negativos e fechei tudo.

O mais importante aconteceu depois.

Eu não tentei recuperar.

Não aumentei o lote.

Não fiz uma operação para buscar o prejuízo.

Não fiquei procurando uma entrada milagrosa.

Simplesmente encerrei o dia e pensei: preciso aprender com isso.

Esse comportamento representa uma mudança enorme em relação ao trader que eu era alguns anos atrás.

Não operar notícia é diferente de não operar volatilidade

Outro aprendizado importante desta semana foi sobre abertura de mercado e notícias relevantes.

Não significa que eu não possa operar durante momentos de alta volatilidade.

Mas preciso primeiro observar como o mercado reage.

Entrar em uma operação antes de entender o comportamento do preço, principalmente em momentos de grande movimentação, pode transformar uma decisão baseada em análise em praticamente um jogo de sorte.

Quero operar a volatilidade, mas não quero apostar nela.

Lote pequeno novamente

Nos últimos dias da semana, percebi novamente o poder de operar com lotes menores.

Quando fundamentos e técnica estavam confusos, mantive mais cautela.

Mesmo em dias em que minha convicção não estava perfeita, consegui observar o mercado, esperar sua direção e deixar a força aparecer antes de tomar decisões maiores.

Isso me fez perceber algo que já vinha aparecendo nas semanas anteriores:

meus maiores losses acontecem quando minha ganância aumenta.

Quando começo pequeno, observo o mercado e aumento a exposição somente depois da confirmação, consigo tomar decisões muito melhores.

O resultado da semana

E aqui está a parte que considero mais importante: os números não foram positivos.

Foram 68 operações, sendo 50 vencedoras, o equivalente a 73,53% de operações com lucro.

Mesmo acertando a maioria das operações, terminei a semana com:

  • Resultado líquido: -US$ 53,12
  • Lucro bruto: US$ 101,01
  • Perda bruta: -US$ 154,13
  • Fator de lucro: 0,66
  • Drawdown máximo: 11,95%
  • Maior lucro em uma operação: US$ 11,51
  • Maior perda em uma operação: -US$ 40,87

Esses números mostram uma coisa que considero fundamental no trading:

taxa de acerto não é sinônimo de lucratividade.

Tive mais operações vencedoras do que perdedoras, mas as perdas foram grandes o suficiente para transformar uma boa taxa de acerto em uma semana negativa.

E isso conversa diretamente com tudo que aconteceu durante os últimos dias.

O que fica para a próxima semana

O desafio está começando a mostrar cada vez mais claramente quais são os meus pontos fortes e, principalmente, onde ainda preciso melhorar.

Minha prioridade agora é voltar para o básico:

lotes menores, operações mais curtas, esperar o mercado confirmar a direção e não tentar buscar uma grande tacada.

Não quero recuperar US$ 53.

Quero melhorar meu comportamento.

Se eu conseguir fazer isso, o resultado financeiro será consequência.

O objetivo dos 120 dias nunca foi construir uma sequência artificial de semanas positivas.

É justamente colocar minha forma de operar à prova, registrar os erros e descobrir, na prática, o que preciso fazer para me tornar mais consistente.

Por isso, mesmo terminando esta semana negativo, considero que saio dela com algo muito valioso:

mais clareza sobre o trader que quero ser.

E seguimos para a próxima semana.

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